1º Seminário Estadual de Acessibilidade em Museus e Instituições Culturais/RJ


A acessibilidade em museus e instituições culturais do estado do Rio de Janeiro foi tema de seminário nos dia 16 e 17 de agosto, das 9h30 às 18h. O evento, promovido pela Superintendência de Museus da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), em parceria com o Núcleo Pró-Acesso e o Núcleo de Pesquisa, Cognição e Coletivos, da UFRJ, fez parte do 1º Seminário Estadual de Acessibilidade em Museus e Instituições Culturais.

O Museu Carlos Costa Pinto participou do Seminário com o tema "Programas de acessibilidade no Museu Carlos Costa Pinto", apresentado pela museóloga Simone Trindade. Segundo a Superintendente Bárbara Santos, o seminário contribuiu para a busca de novas ações voltadas para acessibilidade no Museu, além da troca de experiência entre as instituições participantes.




O encontro teve o objetivo de estimular o debate sobre a acessibilidade na área cultural; articular programas comuns e parcerias com órgãos governamentais e não governamentais para o compartilhamento de estudos, práticas sócio-inclusivas adotadas em museus e instituições culturais e, ainda, criar uma rede permanente de discussão e ações, visando a execução de políticas que promovam a acessibilidade.

A acessibilidade constitui uma das ações para a universalização do acesso pleno à difusão da cultura e formação de público. A medida significa a consolidação dos direitos previstos na Constituição brasileira, no Plano Nacional de Cultura, na Política Nacional de Museus e em convenções nacionais e internacionais.

Há mais de duas décadas já existe na Europa e nos EUA uma legislação e uma política de acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais nos setores culturais. No Brasil, só agora a questão vem ganhando espaço, regulamentada pelo decreto federal nº 5926 e pelas normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Pesquisas sobre acessibilidade em museus e instituições culturais brasileiras revelam que a falta de condições ideais de mobilidade nos espaços culturais dificulta a presença de muitas pessoas nesses locais.